jeudi 11 mars 2010

Persepolis



PERSEPOLIS é um filme de animação baseado no livro (HQ) de Marjane Satrapi, na verdade esta adaptação para o cinema é também dela em colaboração com Vincent Parronnaud. Infelizmente ainda não tenho o livro, já o namorei várias vezes nas livrarias, mas nunca comprei.

Este filme foi um presente (assim como muitos outros filmes e livros e caixinhas e....) dos meus amigos Leo e Dani do Quebecoando que partiram para a vida de imigrante no Quebec. E foi triste a despedida. Trabalho ingrato o meu, tenho que preparar os alunos para imigrarem, torcer para que tudo dê certo, fazer da melhor forma o meu trabalho, daí, tem dado sempre certo (felizmente) e então, nesse processo todo já partilhamos tantas angústias, incertezas, certezas que, na maior parte dos casos, ficamos amigos e aí é hora de dizer 'Au revoir!'. Mas é assim mesmo, c´est la vie, felizmente o mundo está pequeno e sempre nos encontramos em algum lugar deste planeta, senão aqui, no skype. Eu mesma já mudei tanto, já me despedi tantas vezes, já parti sem despedida...

Voltando a Persépolis, o filme é lindo, engraçado, triste, instrutivo, ou seja, imperdível. O filme que é autobiográfico começa em Teerã, em 1978, quando Marjane tem 8 anos, é uma menina sapeca, curiosíssima, inteligente e que tem a sorte de ter pais modernos e cultos. Era ainda a época do Xá que logo foi substituída pelos aiatolás. Os iranianos ficaram completamente perdidos, passaram da euforia, otimismo com a queda do Xá ao desânimo e terror, foi quando começou para as mulheres, até para uma menina de 10 anos como era agora a Marjane, a obrigação do uso do véu. Dá muita pena ver o povo iraniano entre um crápula e outro e não adianta dizer que todo mundo tem o governo que merece, há alguma coisa muito errada nisso, não merecem não.

Marjane torna-se um problema para os pais porque não tem papas na língua, questiona a professora, encara os filhos dos torturadores que encontra na rua e assim vai, a mãe fica desesperada porque sabe dos riscos desse tipo de atitude naquele contexto, enviam a menina de (se não me engano) 14 anos para Viena, vai sozinha para estudar e viver sua adolescência como pode. Algum tempo depois volta, casa-se, descasa-se e vai para Paris onde torna-se essa pessoa famosa que é hoje. Contei quase tudo, mas vale a pena ver. Na verdade ainda não falei de muita coisa, da avó de Marjane, por exemplo, um personagem hiper importante na história e na vida dela...e é muito engraçada essa avó. Adorei quando Marjane vem desesperada, chorando, contar para ela que está vivendo uma tragédia, o seu casamento está acabado e a avó 'Mas é só isso? Que susto, eu tenho problemas cardíacos...' enfim, a avó mostra para ela que não é assim tão dramático o divórcio depois de um ano de casamento, pior seria ser obrigada e levar um casamento fracassado o resto da vida. Numa parte importante do filme em que Marjane, para se safar dos controladores da moral e bons costumes (verificam se o véu está bem colocado, se as meninas não estão maquiadas e todas essas besteiras) ela , que estava maquiada, chama a atenção deles para um rapaz que estava tranquilo lendo o seu jornal, ela conta, e é verdade, que o rapaz tinha dado uma encarada nela, os policiais levam o rapaz preso. A avó, ao ouvir a história fica muito brava com ela, dizendo que ela não podia ter enviado o rapaz assim para a prisão, que ela sabia o que o avó tinha passado na prisão, e o tio e tanta gente...Marjane diz então que ela não tinha escolha, a avó responde:
"todo mundo tem uma escolha. há sempre uma escolha."

O filme recebeu vários prêmios na Europa, concorreu ao Oscar e perdeu para Ratatouille.

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Expressions françaises: coup d’État

Un coup d'Etat est la prise du pouvoir dans un Etat par une minorité grâce à des moyens non constitutionnels, imposée par surprise et utilisant la force. Les auteurs d’un coup d’État, ou putschistes, s’appuient en général sur tout ou partie de l'armée et bénéficient du soutien d’au moins une partie de la classe politique et de la société civile.

Le coup d'Etat, qui est réalisé par un petit groupe, se distingue de la révolution qui a un caractère populaire et massif.

source: Toupie
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Portugais: Golpe de estado

mardi 9 mars 2010

Tu sais que tu viens du Québec quand...

  • Tu fais la différence entre venir du Québec, venir de Québec, aller à Québec, aller au Québec, aimer Québec et aimer le Québec.
  • Tu manges tes frites avec du fromage qui fait skwik-skwik et de la sauce brune.
  • Il y a de la sauce brune dans presque tous tes plats typiques.
  • Tu as le CH tatoué sur le cœur.
  • Tu déménages le 1er juillet.
  • Tes sacres sont issus de mots religieux. Tu utilises les mots ostie, câlisse et tabarnak sans même t'en rendre compte.Tu te frappe le doigt avec un marteau et ce sont ces trois derniers mots qui sortent avant le ayoye.
  • Tu te plains des étés trop chauds et des hivers trop frettes et aussi des étés trop frettes et des hivers trop chauds.
  • Tu trouves toujours une raison pour te plaindre.
  • Tu mesures les distances entre les villes en heures, et non en kilomètres.Dehors, il fait 25 degrés tandis que dans ta piscine, l'eau est à 80.
  • Tu sais quand vient le temps des sucres et que tu es déjà allé à la cabane à sucre.
  • Tu as déjà dit : Swing la bacaisse dans l'fond d'la boîte à bois.
  • Tu sais ce que c'est une corde de bois.
  • À l'automne, il fait 10 degrés et tu sors en manteau et au printemps il fait 5 degrés et tu sors en t-shirt. 
  • Tu connais l'expression "C'est pas chaud pour les garlots"
  • Tu te rappelles où tu étais pendant la tempête du verglas.
  • Tu ris des Américains qui déclarent l'état d'urgence dès qu'il tombe plus de 2 pieds de neige.
  • Tu n'es pas Américain et tu ne te considères pas vraiment Canadien.Tu habites soit dans le 819, le 514, le 450, le 418, le 438 ou le 581. 
  • Il y a un bord de l'eau à moins de 30km de chez toi.
  • Tu es capable de nommer au moins 15 villes commençant par « Saint- » et tu habites assurément proche de l'une d'elles.
  • Tu es capable de dire facilement : Pie IX, Kuujjuaq, Manicouagan, Abitibi-Témiscamingue, Natashquan et Pohénégamook.
  • Tu trouves ça normal de voir un club de danseuse à chaque coin de rue du centre-ville.
  • Tu peux regarder de la pornographie sur les ondes de la télévision publique depuis au moins 25 ans pis ça ne te dérange pas pour autant.
  • Tu sais que les bœufs, les cochons, les poulets et les coches, c'est toute la même affaire.
  • Tu connais la différence entre la SQ, la SAQ et la SAAQ. Tu sais que la troisième des agences mentionnées ci-haut révoquera ton permis si la première t'arrête au volant après avoir consommé les produits vendus par la deuxième.
  • Tu penses que la Labatt Bleue vient de chez nous.
  • Tu peux réciter AU MOINS trois sketchs de François Pérusse de mémoire.
  • Tu sais ce qu'est un CEGEP.
  • Tu sais qu'une queue de castor, c'est de la pâte et du sucre.
  • Tu ne vas pas faire du shopping, tu vas magasiner.
  • Tu as un chum ou une blonde (et ce n'est pas la couleur de ses cheveux).
  • L'été tu ramasses des câsseaux de fraises.
  • Tu sais ce que c'est une coupe longueuil.
  • Tu dis ma matante ou mon mononcle.
  • Tu dis la busse ou le bosse.
  • Tu utilises "tantôt" autant pour le futur (M'a l'faire tantôt là...) que le passé, (J't'e l'ai dit tantôt...). Tant que c'est dans la même journée !
  • Le sens de l'expression "crémeuse ou traditionnelle" n'a pas de secret pour toi.
  • Tu comprends quand quelqu'un te dit : "M'a aller maller ma lettre."
  • Tu ne te fais pas comprendre en France quand tu veux acheter un billet de train. On dit un ticket !
  • Tu crois que les Français ont un accent.
  • Tu ne te fais pas comprendre aux States quand tu veux une pizza All-dress.
  • T'es surpris quand on t'annonce qu'en Afrique, il y a des métros.
  • Tu sais ce que c'est un willy-waller 2006.Tu sais de quel film vient la réplique : "La guerre, la guerre, c'pas une raison pour se faire mal !"
  • Tu as déjà écouté ciné-cadeau plus d'une fois.
  • Tu te rappelle de "c'est chaud c'est chaud, c'est chaud" et de "flash tes lumières".
  • Tu sais quoi répondre quand quelqu'un lève ses bras dans les airs et lance : « AH-HA! ».
  • Tu sais dans quelle chaîne de pharmacies on "trouve de tout, même un ami!"
  • Tu sais de quoi on parle quand on dit que ça change pas le monde, sauf que... 
  • Une face te vient à l'esprit quand on te dit : "Bonne semaine !
  • Tu connais le numéro du clan paneton par coeur. 
  • Tu dis 254-6011 en anglais.
  • Tu connais plus le nom des joueurs du Canadiens que des députés politiques.
  • Tu votes contre un parti et non pour...
  • Tu connais la phrase populaire du Général de Gaule à Montréal.



Fonte: www.toutdebien.blogspot.com

lundi 8 mars 2010

Histoires de réussite



Leiam aqui as histórias de quem venceu no Canadá:

Citoyenneté et Immigratin - Canadá
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samedi 6 mars 2010

Intercâmbio cultural no Canadá



O escritório Québec-Ameriques para a Juventude (www.oqaj.gouv.qc.ca) está selecionando um artista paranaense que atue nas áreas de teatro ou dança contemporânea como diretores, dramaturgos ou coreógrafos-bailarinos para assistir e participar do Festival TransAmériques 2010 que acontece em Montreal (Canadá) no período de 27 maio a 12 junho. Entre os pré requisitos exigidos, os candidatos devem ter de 18 a 35 anos; trabalhar na área de dança e/ou de teatro contemporâneos e ser capaz de se comunicar em francês.


Os interessados tem até o dia 31 de março para enviar a solicitação ao Sr. Luis Huertas, pelo correio eletrônico claudia.grandmont@oqaj.gouv.qc.ca, com os seguintes documentos: Uma carta de uma página, explicando o seu interesse em participar do evento; Curriculum Vitae; ficha de candidatura; carta de apoio de uma instituição cultural e fotocópia da página do passaporte que consta a foto. O resultado será divulgado no dia 15 de abril.
O Festival TransAmériques (www.fta.qc.ca) é o primeiro festival anual de criação contemporânea de dança e teatro em Montreal. Com uma programação canadense e internacional, a terceira edição deste festival será interdisciplinar, intercultural e “intergerações” assim como aberto ao mundo, à imagem da criação quebequense. Uma programação “OFF-FTA” se desenrolará paralelamente ao Festival, em que se reencontrará o essencial do jovem cenário contemporâneo montrealense.


Nesse contexto, o Office Québec-Amériques pour la jeunesse (OQAJ) facilita a participação de jovens profissionais das Américas a este evento e às diferentes atividades organizadas em torno do Festival TransAmériques: encontros, ateliês, debates etc. Esta proposta visa a enriquecer os intercâmbios de jovens profissionais de teatro e dança contemporâneos entre o Québec e o Paraná.

jeudi 4 mars 2010

Dani e Leo

Acompanhem a saga de Dani e Leo no Quebecoando, está ótimo:
Chegamos à Montréal hoje, pela United Airlines no vôo que saiu de Chicago às 11h00 e chegou aqui às 13h53 (uma hora e 45 minutos de vôo - a diferença no horário é porque aqui estamos uma hora à frente de Chicago).
Nosso dia começou cedo, mais uma vez com despedidas e mais uma vez indo embora. Às 7h30 estávamos no O'Hare e fomos direto para o check in. Passados os procedimentos de segurança, seguimos para o portão designado no nosso boarding pass, como o agente da United instruiu. Quando chegou perto do horário de embarque, às 10h15, achamos estranho o portão vazio e decidimos checar nos monitores do aeroporto. Sorte nossa!! O embarque tinha mudado de um lado do aeroporto para o outro... como o lugar é gigante, saímos correndo pelos corredores e conseguimos chegar com alguns minutos de antecedência ao portão certo. O vôo foi muito tranquilo e o momento mais tenso foi quando a pessoa no banco da frente espirrou e eu (Dani), automaticamente, disse "bless you". Ele ouviu e agradeceu e eu senti vontade de ir lá fora, na asa do avião, esperar a vergonha passar.

Continua.....

vendredi 26 février 2010

Le Petit Nicolas chez le dentiste



Nous finissions de déjeuner quand maman a dit à papa : "J'ai pris rendez-vous cet après-midi pour Nicolas chez le dé-eu-ène-té-i-esse-té-eu." Papa a arrêté de plier sa serviette, a regardé maman avec des grands yeux tout ronds et il a demandé : « Chez qui ?
- Chez le dentiste, je lui ai expliqué ; je ne veux pas y aller ! »Maman m'a dit qu'il fallait aller chez le dentiste, que j'avais mal aux dents depuis plusieurs jours et qu'après le dentiste je n'aurais plus mal du tout. Moi, j'ai expliqué à maman que ce n'était pas après le dentiste, ce qui m'inquiétait, c'était pendant. Et puis j'ai dit que je n'avais plus mal aux dents du tout et je me suis mis à pleurer.
Papa, alors, a frappé sur la table avec sa main et il a crié : « Nicolas, tu devrais avoir honte ! Je n'aime pas ces pleurnicheries ; tu n'es plus un bébé, il faut te conduire en homme. Le dentiste ne te fera pas mal ; il est très gentil et il te donnera des bonbons. Alors tu vas être très courageux et tu vas aller sagement avec ta maman chez le dentiste. »
Maman, alors, a dit que c'était papa qui allait m'emmener chez le dentiste, parce qu'elle avait pris rendez-vous pour lui aussi. Papa, il a eu l'air très surpris. Il a commencé à dire qu'il devait aller travailler, mais maman lui a rappelé qu'il avait congé cet après-midi et que c'est pour ça que le rendez-vous chez le dentiste était pour aujourd'hui. Papa, il a dit d'une petite voix fine que sa dent ne le faisait pour ainsi dire plus souffrir, et qu'on pouvait remettre tout ça à plus tard. Il a regardé maman, il m'a regardé, moi, et j'ai eu l'impression qu'il avait envie de se mettre à pleurer, lui aussi.
Nous sommes donc sortis après le déjeuner, papa et moi, pour aller chez le dentiste. On ne peut pas dire que nous rigolions beaucoup dans la voiture. Papa, je ne l'ai jamais vu conduire si doucement ; il avait l'air de réfléchir très fort. Et puis, sans me regarder, il m'a dit : « Nicolas, d'homme à homme. Qu'est-ce que tu penserais si nous faisions le dentiste buissonnier ? On pourrait aller faire un tour et on ne dirait rien à maman. Ça serait une bonne blague. » J'ai répondu à papa que ce serait sûrement une bonne blague et que moi j'étais pour, mais que je ne croyais pas que maman ça l'amuserait beaucoup, cette blague-là. Papa, il a soupiré et, très triste, il m'a dit qu'il avait parlé de ça pour rire. J'admire mon papa, parce qu'il a le courage de dire des blagues quand il est embêté.
Il y avait juste une place pour l'auto devant chez le dentiste. « C'est incroyable, a dit papa ; quand on a envie de se garer, on ne trouve jamais. » J'ai proposé à papa que nous faisions encore un tour de pâté de maisons, peut-être que la place serait prise ; mais papa a dit que le sort en était jeté, qu'il n'y avait qu'à y aller. Papa a sonné à la porte du dentiste et j'ai dit : « Il n'y a personne, papa, on reviendra un autre jour. » On allait partir quand la porte s'est ouverte, et une demoiselle qui avait l'air très gentille nous a dit d'entrer, que le docteur nous recevrait tout de suite.
On nous a fait entrer dans un petit salon. Il y avait des fauteuils, une petite table avec des revues, sur la cheminée une jolie petite statue en métal qui représentait un monsieur tout nu qui essayait d'arrêter des chevaux et, dans un fauteuil, un autre monsieur, mais pas en métal celui-là, et tout habillé. Nous nous sommes assis et nous avons pris les revues pour les lire, mais ce n'était pas très amusant, parce que dans presque tous ces journaux, il était question de dents, avec des images d'appareils et de ces photos où on voit les gens par l'intérieur ; et ce n'était pas très joli. Les autres revues étaient assez vieilles et déchirées.
La seule chose qui m'a plu, c'était celle où on voyait Robic en maillot jaune sur la couverture et où on expliquait comment il venait de gagner le Tour de France. Le monsieur, qui n'avait rien dit jusqu'à présent, quand il a vu que nous ne lisions plus les journaux, s'est mis à parler avec papa.
« C'est pour le petit que vous venez ? », il a demandé. Papa lui a répondu que c'était pour nous deux. Le monsieur a dit qu'il ne fallait pas être inquiet, que c'était un très bon dentiste. « Bah ! a dit papa, nous n'avons pas peur, n'est-ce pas Nicolas ? », et moi, comme j'étais très fier de papa, j'ai fait comme lui : « Bah ! » Alors, le monsieur a dit que nous avions bien raison, que ce dentiste avait une main légère, légère, et il nous a expliqué qu'il lui avait fait une opération où il avait dû ouvrir les gencives et qu'il n'avait presque rien senti, et il nous a donné un tas de détails. Moi, je me suis mis à pleurer et la demoiselle qui nous avait ouvert la porte est venue en courant et elle nous a amené deux verres d'eau, parce que papa n'avait pas trop bonne mine, lui non plus.
Le dentiste, alors, a ouvert la porte et il a dit : « Au suivant ! » Le monsieur qui nous avait raconté ses opérations est entré chez le dentiste en souriant : « Tu vois, m'a dit papa, il n'a pas peur le monsieur, il faut être comme lui. » Papa allait prendre une revue, pour lire, quand le dentiste a ouvert de nouveau sa porte et le monsieur est sorti, toujours en souriant. « Comment ! a crié papa, c'est déjà fini ? »
- Mais oui, a dit le monsieur, moi je n'étais venu que pour payer. C'est à vous maintenant, mon pauvre vieux.
Et il est parti en rigolant.
- Au suivant, a dit le dentiste, dépêchez-vous, je vous en prie, j'ai une journée très chargée.
- Nous reviendrons un autre jour, a dit papa, quand vous aurez plus de temps ; nous ne voulons pas vous déranger, n'est-ce pas Nicolas ?
Moi, j'étais déjà devant la porte de sortie quand le dentiste a dit que pas de bêtises, c'était à nous et qu'il n'y avait aucune raison de s'inquiéter. Papa a dit qu'il n'était pas inquiet du tout, qu'il avait fait la guerre, et il m'a poussé devant lui chez le dentiste.
C'était plein d'appareils blancs qui brillaient dans la pièce et il y avait un grand fauteuil de coiffeur chez lui. « Par qui commence-t-on ? » a demandé le dentiste en se lavant les mains. « Commencez par le petit, a dit papa, moi j'ai le temps. » Je voulais dire que j'avais moi aussi tout mon temps, mais le dentiste m'a pris par le bras et m'a fait asseoir dans le fauteuil.
Il était drôlement gentil, le docteur, il m'a dit qu'il ne me ferait pas mal, qu'il me mettrait juste un peu de pâte pour boucher un trou dans une dent, que je mangeais sûrement trop de sucreries, mais qu'il me donnerait un caramel si j'étais bien sage pendant qu'il me soignait. Il m'a dit d'ouvrir la bouche, il a regardé dedans, il a gratté un peu et puis il a approché un appareil avec une petite roue qui tournait très vite. Papa a poussé un cri quand le dentiste a mis la roulette dans ma bouche. Ça a secoué un peu dans ma tête, après, le dentiste a mis de la pâte dans ma dent, il m'a fait rincer la bouche, il m'a dit : « C'est fini ! » et il m'a donné un caramel. J'étais drôlement content.
Le dentiste a dit à papa que c'était son tour, maintenant. Mais papa a dit qu'il se faisait très tard et qu'il avait encore des tas de courses à faire. Le dentiste s'est mis à rire et il lui a dit qu'il fallait être sérieux. Là, je n'ai pas compris, parce que je n'ai jamais vu mon papa aussi sérieux que ce jour-là.
Papa a hésité, puis il est allé lentement vers le fauteuil du coiffeur. « Ouvrez la bouche ! » a dit le docteur. Papa devait penser à autre chose parce que le dentiste a dû répéter : « Ouvrez la bouche, ou je passe à travers ! » Papa a obéi. Moi, j'ai regardé les photos de dents qu'il y avait sur les murs chez le dentiste, quand j'ai entendu un grand cri. Je me suis retourné et j'ai vu le dentiste qui secouait sa main. « Si vous me mordez encore une fois, je vous arrache une dent, n'importe laquelle ! » Papa a dit que c'était nerveux. Le dentiste a pris la roulette et j'ai prévenu papa de faire attention, parce que ça, ça secouait un peu ; alors papa a crié et le dentiste lui a demandé de se tenir tranquille parce que ça faisait mauvais effet sur la clientèle qui se trouvait dans le salon d'attente. Enfin, avec papa, ça n'a pas duré trop longtemps et ça s'est très bien passé, sauf quand papa a donné un coup de pied sur le genou du dentiste. Papa est sorti du fauteuil tout souriant.
- « Alors, Nicolas, il m'a dit, nous nous sommes conduits en hommes, hein ?- Oh ! Oui, papa, je lui ai répondu. »
Et nous sommes sortis de chez le dentiste, papa et moi, fiers comme tout, en suçant chacun notre caramel

mercredi 24 février 2010

Avoir le coup de foudre


Avoir le coup de foudre :

.avoir une passion violente et soudaine

.Un coup de foudre est une expression francophone qui désigne le fait de tomber subitement en admiration amoureuse pour une personne ou pour une chose. C'est un phénomène presque mythique des notions amoureuses, et considéré comme un idéal romantique.

source:wapedia

lundi 22 février 2010

mercredi 17 février 2010

lundi 15 février 2010

Expressions françaises: Poser un lapin


Poser un lapin: Ne pas se rendre à un rendez-vous, le plus souvent amoureux, sans en avertir, au préalable, la personne concernée.
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português: Dar um bolo

dimanche 14 février 2010

Países de língua francesa



France, Belgique, Canada, Monaco, Luxembourg, Italie, Suisse, Vatican, une trentaine de pays d'Afrique francophone, Haïti, Liban, entre autres, soit au total 51 pays dans le monde.

jeudi 11 février 2010

Magritte



René François Ghislain Magritte nasceu em em Lessines, Bélgica, em 21 de novembro de 1898 e morreu em 1967. Sua mãe suicidou-se em 1912 e, ao que parece, parte do trabalho de Magritte é marcado pela imagem do corpo da mãe sendo resgatado do rio Sambre, onde se afogara.

Ele estudou em Bruxelas na Académie Royale des Beaux-Arts. Mais tarde mudou-se para Paris onde tornou-se amigo de André Breton e aproximou-se do grupo surrealista.
A coleção mais importante de Magritte se encontra no Musées Royaux de Beaux-Arts de Belgique. Existe também, em Bruxelas, um Musée Magritte que é a casa onde viveu o pintor e sua mulher, Georgette por mais de 24 anos.

mercredi 10 février 2010

MON FILS A MOI




Em MON FILS A MOI Nathalie Baye é uma mãe insuportável, controla os mínimos gestos do filho, as notas, os presentes que ele recebe...tudo. O marido dela é um professor universitário banana, mesmo vendo o sofrimento do filho não tem coragem de enfrentar a mulher. A única pessoa da casa que compreende a prisão do garoto é a irmã, mas ela vai viver na cidade universitária para a alegria da mãe. É um desses filmes bastante tensos, provoca uma reação, a gente fica morrendo de pena do garoto e com ódio da megera muito bem interpretada por Nathalie Baye, sem exageros, sem caretas, uma megera elegante.

Fiche technique:

mardi 9 février 2010

Oficina de stop motion e quadrinho

Expressions françaises: Tomber dans les pommes


Tomber dans les pommes:
S’évanouir.
Perdre connaissance.

português: desmaiar

mercredi 3 février 2010

Stade olympique

La construction du Stade olympique est l'une des pages importantes de l'histoire contemporaine du Québec. Conçue par l'architecte français Roger Taillibert, cette sculpture de béton est composée de 12 000 éléments préfabriqués, dont la plupart pèsent plusieurs tonnes. Quelque 400 000 mètres cubes de béton ont été nécessaires pour la construction du Parc olympique, soit l'équivalent d'un trottoir d'un mètre de largeur par 15 centimètres d'épaisseur entre Montréal et Calgary, les deux villes olympiques canadiennes.

source: Wikipedia

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lundi 1 février 2010

Charlotte Gainsbourg sai da sombra do pai em novo álbum

THIAGO NEY
da Folha de S.Paulo

Serge? Serge quem? Até pouco tempo atrás, qualquer texto sobre Charlotte Gainsbourg trazia o apêndice "filha de Serge Gainsbourg". Amparada por elogiadas atuações em filmes como "Anticristo" (2009) e "The Science of Sleep" (2006), ela está tornando esse aposto desnecessário.

Caroline Blumberg/Efe
A cantora e atriz francesa Charlotte Gainsbourg, que lança o álbum "IRM"
A cantora e atriz francesa Charlotte Gainsbourg, que lança o álbum "IRM"

E Charlotte deixa definitivamente a enorme sombra do pai com "IRM". É um disco sublime, encantadoramente intimista e melancólico. Não é um disco "de atriz" --é o disco de uma cantora que sabe usar a voz com a intensidade devida, sem exageros, sem adereços supérfluos.

Charlotte não é boba. Não se arrisca nos arranjos e nem na produção de seus três discos.

O primeiro, "Charlotte for Ever" (1986), lançado quando ela tinha apenas 15 anos, traz letras e produção de Serge. O segundo, "5:55", de 2006, contém canções compostas por, entre outros, Jarvis Cocker e pela dupla Air, e foi produzido por Nigel Godrich (que trabalha com o Radiohead).

Para "IRM", que saiu na semana passada nos Estados Unidos, ela convocou o prolífico Beck, que desde os anos 1990 circula entre rock, folk, música negra, eletrônica e experimentalismos variados.

Beck compôs 12 das 13 canções de "IRM" --"Le Chat du Café des Artistes" é do canadense Jean-Pierre Ferland e cuidou da produção do álbum.

O disco foi feito mais ou menos na época em que Charlotte filmava "Anticristo". "IRM" é, segundo a cantora, um escape do clima asfixiante do longa.

Além disso, algumas canções remetem direta ou indiretamente ao sério acidente sofrido por Charlotte em 2007, fazendo esqui aquático --ela passou por uma cirurgia no cérebro.

A própria música título faz referência ao acidente (as iniciais são de imagem de ressonância magnética). "Perfure meu cérebro/ Cheio de furos", ela canta em "Master's Hands".

A voz de Charlotte é charmosa, e Beck a enquadra com melodias sexies e leveza.

O álbum nunca torna-se monótono --traz a doçura errante de "Heaven Can Wait" ("O céu pode esperar e o inferno é muito longe"); a grandiosidade de "Time of the Assassins"; os corais de "Me and Jane Doe"; a dramaticidade de "Le Chat du Café des Artistes".

Charlotte sempre será a filha do mestre. Mas a qualidade de "IRM" e da voz dessa cantora fará agora com que os textos sobre Serge tragam o aposto "pai de Charlotte".

IRM
Artista: Charlotte Gainsbourg
Lançamento: Because (importado)
Quanto: US$ 12 (R$ 22), no site www.amazon.com
Avaliação: ótimo

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Folha de São Paulo